~DevMeetsPTPedimos a vossa compreensão pela demora na edição mais uma vez. Temos a anunciar que brevemente estaremos envolvidos num concurso com um dos nossos afiliados e que teremos também um nosso! Fiquem atentos para mais updates!
Assinado: Equipa TugaMagazine
Entrevista mensal

Este mês temos o prazer de vos apresentar mais um talento português na área da Ilustração:

~
svitak.
Espero que gostem e, mais uma vez, aproveito para dizer que estamos sempre abertos a sugestões. Basta enviarem-nos uma note. E agora segue a entrevista:
#TugaMagazine: Olá André! Para começar conta-nos algumas coisas sobre ti, para que os nossos leitores te fiquem a conhecer um pouco melhor! Podes aproveitar para falar dos teus trabalhos editados e/ou que irão estar por aí brevemente, etc.
~svitak: Olá! Obrigado à #
TugaMagazine pelo convite para esta entrevista.
Chamo-me André Caetano e sou um Ilustrador e Designer Gráfico, nascido em Coimbra, no fantástico ano de 1983. Vivo na Vila de Pereira, que fica a 15km de Coimbra. Cresci a desenhar, sem nunca parar…Sou um desenhoholic assumido!

Em 2001 fui para a EUAC (Escola Universitária de Artes de Coimbra) para estudar Design de Comunicação, terminando a minha Licenciatura em 2006. Durante um ano fui bolseiro no Instituto Pedro Nunes, onde trabalhei como Designer Gráfico.
Desde Setembro de 2008, que trabalho como freelancer em Ilustração e Design Gráfico, especialmente em livros, livros ilustrados, cartazes e comissões para quadros, entre outras coisas. De momento estou a ilustrar mais um livro infantil, escrito pela Lurdes Breda, que vai ser editado pela Gatafunho dos Livros. Colaboro também com o Grupo de Teatro O Celeiro, sendo responsável pelos cartazes e todos os objectos gráficos necessários ao grupo.
#TugaMagazine: Sabemos que tens um fascínio pelo desenho desde criança. Queres contar-nos como é que isso aconteceu?
~svitak: O fascínio começou quando me deram para as mãos materiais que riscavam, desde lápis, marcadores, etc., desde então não parei, e agora é a minha profissão.
No desenho, como não há limites nem regras, a não ser os da pessoa que o faz, é algo que me dá muita liberdade e me permite expressar o que penso de uma maneira muito directa que me agrada muito. Também me permite ter uma consciência muito mais rica do mundo que me rodeia, pois quando desenhamos algo, em especial se for algo que temos à frente, analisa-se o que temos para colocar no papel de maneira muito mais atenta.
Também é um prazer físico, e penso que se calhar foi isso que me cativou quando era mais novo. Desenhar e ver desenhar é algo mágico. Como do nada se pode criar o que se quiser! Sem se preocupar com nada!
Os meus pais sempre me incentivaram, a minha mãe também é uma artista, e foi-me dando livros, materiais, partilhando comigo o que sabia e o que descobria. O que acontece ainda hoje! Como eu, ela também está sempre a ver materiais novos e técnicas.
#TugaMagazine: Achas que traços de personalidade, como o gosto pela arte, pode ser transmitido geneticamente – ou dizer que “esse gosto é um bocado genético” é apenas uma forma de expressão?
~svitak: Talvez, mas penso que mesmo que não esteja no sangue, pode ser cultivado e trabalhado.
No meu caso, sempre tivemos livros de arte em casa, materiais, sempre estive envolvido nesse ambiente artístico e fui incentivado a experimentar.
Mas também sei de pessoas que ninguém na família fazia algo relacionado com arte, e não os impediu de se tornarem em grandes profissionais.

#TugaMagazine: Tens um currículo impressionante, para a tua idade, tendo em conta o quão difícil pode ser arranjar trabalho quando se é artista. Consegues identificar um momento marcante para o teu sucesso emergente? Por outras palavras, quando é que tudo começou a “encarrilar” e quais os passos e situações que levaram a isso?
~svitak: Pergunta difícil! Acho que a minha dedicação e trabalho acabaram por dar frutos. Consegui chegar a um nível de qualidade que fez com que as pessoas quisessem apostar em mim, e dar-me os meus primeiros trabalhos. Sempre me esforcei para fazer o melhor trabalho, e me dediquei muito ao desenho e pintura e tudo mais que envolve esta área. Mesmo durante o meu curso, nas férias explorava ao máximo o que tinha aprendido e algo que me fazia confusão era como a maioria dos meus colegas nem sequer tinham projectos pessoais, parece que só ligavam a criatividade durante as aulas e nada mais. Felizmente nem todos eram assim!
Também tive alguma sorte, mas esforcei-me para lá chegar. Talvez quando tive o meu primeiro livro publicado, os Cães Letrados. Ver o meu trabalho reproduzido, na Fnac e noutras livrarias. Foi uma sensação muito boa! Cada livro que tenho, foram sucessos para mim, e sem dúvida um exemplo da evolução do meu trabalho.
#TugaMagazine: Tens alguns trabalhos editados. Será que podes falar um pouco mais sobre eles, e como foi o processo de edição e quais as principais dificuldades por que passaste?
~svitak: Sim, tenho até agora três livros ilustrados, e já estou a trabalhar num próximo, que vai ser para a Gatafunho dos Livros, escrito pela Lurdes Breda.
O primeiro que foi publicado chama-se Cães Letrados, e é um livro de histórias sobre cães, escrito por Cristóvão de Aguiar, para um público mais adulto.
Foi um desafio interessante, pois adoro cães. Já tinha alguns desenhos de cães aqui na dA, mas esses eram do meu imaginário, e estes, eram os do Cristóvão, que me os deu a conhecer através da sua escrita. E um pormenor engraçado do processo deste livro, foi que o escritor disse que os meus desenhos estavam muito próximos de alguns dos cães que ele teve, e eu nunca vi imagens, apenas as que ele provoca com as suas palavras.
Quanto às ilustrações foram feitas com pincel e tinta-da-china, que são dos materiais que mais gosto de usar. Tinha um sketchbook onde ia realizando os esboços e apontando ideias, e foi tambem aí que realizei os desenhos finais.
Podem ver mais informações no site da editora, aqui,
[link] , e algumas ilustrações no meu site pessoal, aqui,
[link]Depois foi editado o Abade João, que é uma lenda de Montemor-o-Velho, adaptada por Lurdes Breda, com músicas originais de Jorge Brito, publicado pela editora MinervaCoimbra.
A história passa-se na altura da Reconquista Cristã.
Este livro foi o maior projecto que tive até agora. Foi um processo de aprendizagem muito grande e envolveu uma grande pesquisa da minha parte. Fui ver armas, roupas, penteados, cores, filmes, livros de bd, relatos de batalhas e muito mais coisas.
Também vi iluminuras, para ver como resolviam as coisas graficamente, bem como outros tipos de arte. Como vivo perto dos locais onde se passa a lenda, pude ir ao castelo e desenhar lá, imaginando como as cenas poderiam acontecer, testando os ângulos, etc.
É um livro infanto-juvenil, e tinha de ter rigor histórico, daí o meu esforço para “mergulhar” no mundo medieval.
As ilustrações foram realizadas com tinta-da-china e pincel, coloridas com aguarela e apontamentos de lápis de cor. Desenhei muito, e isso reflectiu-se no meu trabalho.
Tive a sorte de ir partilhando o processo com alguns ilustradores mais experientes, que me ajudaram a melhorar algumas ilustrações.
Tenho que agradecer à Lurdes Breda por me ter convidado para esta aventura! Obrigado Lurdes!
Podem ver algumas ilustrações aqui,
[link]O terceiro, é um livro de poesia, chamado Versos de Respirar, escrito por José António Franco e publicado pela Calendário das Letras.
Com este livro voltei aos animais, mas desta vez com uma abordagem diferente. Estes são para um público mais infantil, e também queria que as ilustrações tivessem bastante vida e ritmo, um pouco como os poemas que lhes dão origem, o que reforcei, colocando o olhar dos vários personagens em direcção aos poemas, direccionando o seu olhar para lá.
Desenhei de novo com tinta-da-china e pincel, mas desta vez colori digitalmente, de um modo mais expressivo e espontâneo.
Podem ver algumas ilustrações aqui,
[link]Aproveito também para dizer que saiu um artigo do João Ramalho Santos sobre estes 3 livros no Jornal de Artes Letras e Ideias, que podem ler aqui,
[link]Foi um dia bastante bom quando li esse artigo!
#TugaMagazine: Supomos que também aceites trabalhos por encomenda! Queres falar um pouco sobre isso? Por exemplo, quanto tempo demoras (em média) a desenhar, formato/tamanho, etc? E os preços, são acessíveis? Quem sabe se não temos leitores interessados nos teus serviços, “óh shô doutor” freelancer!
~svitak: Sim, também aceito por encomenda. A maior parte das encomendas são retratos/caricaturas.
Os materiais que costumo usar são tinta-da-china, aguarelas, pastel seco, sendo este último dos materiais que mais gosto de usar, tendo feito muitos retratos antes de entrar para a universidade. Gosto de os fazer em formatos grandes, tipo A2.
Recentemente pintei uma tela a acrílico, bastante grande, e foi fixe voltar a pintar em grandes dimensões. Foi bastante estimulante e espero fazê-lo mais vezes.
Também posso pintar ou desenhar digitalmente, tudo depende para o que for.
Quanto ao tempo, tenho alguma rapidez, mas tudo depende do pedido da pessoa, das dimensões, e o mesmo se aplica aos preços. Quem estiver interessado pode contactar-me através do meu mail ( mail@boredomsketch.com ) e podemos falar dos detalhes!


#TugaMagazine: Quando não estás a desenhar para um cliente, qual a temática que te desperta mais interesse e porquê? E já agora, em que tipo de projecto gostas mais de trabalhar e porquê?
~svitak: Quando não trabalho em projectos para clientes, desenvolvo os meus! Workaholic?

A maioria do meu trabalho pessoal é figurativo, seja personagens de histórias, ou pessoas reais, criaturas, etc. Tenho produzido alguns trabalhos sobre desenho e sobre a minha relação com ele.
Quando estou a desenhar só para mim, deixo que o desenho me mostre o que pode acontecer, em vez de controlar o que vai sair. É muito mais divertido assim, vendo o que pode ir acontecendo, e que personagens podem sair dos primeiros traços.
O projecto que tenho agora, é escrever e desenhar histórias curtas em bd, a ver com o desenho. Vai ser a preto e branco e por enquanto não tem data definida.
Quero fazer mais bd nos próximos tempos!
#TugaMagazine: Tens alguma teoria explicativa para a falta de interesse - e até mesmo para o preconceito (aquela velha história, de que B.D. é só para crianças, etc.) – relativamente à B.D., a nível nacional?
~svitak: Hum, não sei, mas tenho a dizer que perdem muitos bons livros se não lêem por acharem que é algo menor, ou para crianças. Ficam sem ver muito boa arte, tão válida como em qualquer outro formato artístico, e histórias fantásticas, que nada devem a outros formatos de literatura. Aliás já houve uma bd a ganhar um prémio reservado apenas a outros meios, como romances, etc.
#TugaMagazine: Sabemos que fazias caricaturas dos professores no secundário. Alguma vez te apanharam? Se sim, qual a reacção? Houve ainda alguma situação do género, mas sem ser com professores, que queiras partilhar connosco?
~svitak: Ahah, sim, é verdade. Mas na Universidade estive mais activo nessa área.

Numa aula de Design Multimédia, estava a desenhar o meu professor, quando ele vem por trás de mim e pergunta, este sou eu? Ao que eu respondi, não professor! E não podia ser outra pessoa.

Desde há muito tempo que gosto de tentar desenhar as pessoas, sem elas se aperceberem, e depois partilhar com elas o que desenhei, seja caricatura ou não. Mas sempre levaram a bem.

#TugaMagazine: De onde surgem as ideias que mais tarde se cristalizam nos teus desenhos? Recorres a outros trabalhos como inspiração/referência ou o teu trabalho é algo que decorre de uma criatividade mais independente?
~svitak: Se forem ilustrações para livros, as ideias nascem das palavras que li.
Senão as ideias podem vir de muitos sítios. Das minhas vivências, de filmes que vi, de alguma imagem que vi e que me inspirou, da obra de um artista que me incentiva a experimentar algum material, dos amigos, é impossível não ser influenciado pelo que nos rodeia.
Às vezes nem eu sei donde elas surgem!

Thats the beauty of art!

#TugaMagazine: Qual é, para ti, o maior desafio que se te apresenta ao desenhar? O corpo, a expressão, um sentimento, arranjar uma narrativa?
~svitak: O maior desafio é ter um bom conceito ou ideia, que me guie durante o resto do processo. Claro que materializar a ideia que temos pode trazer as suas dificuldades.
#TugaMagazine: O que é para ti ilustrar e quais são os passos do processo de ilustrar? Por outras palavras, como é o teu processo criativo? Sabemos que te vês como um actor (e podes explanar sobre isso também), mas como é que fazes para te emergires nas personagens, e como é que coadunas isso com as visões do escritor, nesse processo colaborativo que se pode revelar a ilustração?
~svitak: Para mim ilustrar, é contar histórias, através de linhas e cores.
Coloco também aqui uma quote do Milton Glaser, “Illustration, the act of making a narrative clear, is one of mankind’s great accomplishments.”
Quanto ao processo criativo, começo sempre por ler o texto, seja um livro, ou uma pequena história. As minhas ilustrações começam quase sempre por uma lista de palavras, onde escrevo o que será o mais importante para aquela cena, ou momento da história.
Este método ajuda-me a gerar ideias, embora estas surjam mais frequentemente assim que começo a desenhar, e muitas vezes quando tenho uma boa ideia, quase que consigo imaginar a ilustração final, já desenhada, com cores e tudo.
Faço também uma pesquisa, online e em livros. Também gosto de ver como outros abordaram o tema, para não fazer o mesmo. É uma parte do processo que me agrada muito, pois sou bastante curioso e gosto de aprender sobre vários temas. E também pode ajudar a ter ideias.
De seguida, faço thumbnails para trabalhar a composição, e assim que chegue a uma que penso ser a mais conseguida, começo um desenho maior, tendo assim algo mais definido para desenvolver a ideia. Caso seja a história de alguém, tento sempre falar das minhas ideias com o autor, senão debato-as comigo mesmo, ou com amigos em cuja opinião confio.
Embora depois quando estou nessa fase há sempre algo que me dá ideias e que me pode fazer alterar alguma coisa. Gosto de ter sempre esse espaço para poder alterar algo.
Nos livros, tenho atenção também como as ilustrações funcionam em conjunto, para que tenha coerência.
O público-alvo e o tipo de história que é vão ter um papel muito importante na técnica que vou usar, que tipo de desenho vai ter, o que posso ou não colocar. Todos esses elementos vão ajudar a contar a história, a comunicar o que quero transmitir na minha imagem.
Gosto de me adaptar à história que vou contar, talvez seja da formação de design que tive.
Quanto à tua pergunta de ser actor, penso que se tentarmos entrar no personagem ou ambiente que temos de ilustrar, ele será transmitido mais facilmente para o papel, pois o desenho, como disse em cima, transmite as emoções que sentimos de um modo bastante directo.
Pelo menos comigo resulta!

Ajuda-me a interpretar melhor as palavras do escritor, visualmente.

#TugaMagazine: Dos desafios para quem faz ilustração e design em Portugal, qual consideras ser o maior e porquê? Tens alguma dica para quem se queira meter nisso a sério?
~svitak: Se for freelancer, o maior desafio será talvez sobreviver economicamente!

Porque nem sempre os trabalhos são bem renumerados e talvez as profissões de ilustrador e designer não tenham ainda o respeito e reconhecimento que deviam.
Dicas:
Ter uma grande paixão por isto, e dedicar-se o máximo que possam.
Ter uma base sólida de desenho. Tentar ir a aulas de modelo vivo, desenhar à vista, bem como de imaginação, ou de memória.
Manter um sketchbook, (diário gráfico), pois seja digital ou analógico (ou os dois), ele permite a descoberta do que gostamos de desenhar, como gostamos de desenhar, experimentar coisas novas, explorar linguagens, sem estarmos limitados por deadlines, temas, etc. Permite encontrar a nossa voz, um estilo próprio. Pois muitas vezes, ele já está dentro de nós, temos é de o deixar sair sem restrições!
Uma boa cultura visual é essencial. E hoje em dia, com a Internet e comunidades como a Conceptart.org., a CGSociety, a Deviantart, é uma ajuda bastante preciosa, pois é um modo de conhecer outros artistas, outras técnicas e de abrir os horizontes artísticos.
Mesmo a nível de tutoriais, workshops, há uma grande oferta, entre as quais recomendo vivamente visitar a Conceptart.org e ver os workshops em vídeo que eles oferecem. Podem ver aqui,
[link]#TugaMagazine: Se te pedirmos para destacar algum dos teus trabalhos, achas que consegues realçar algum e justificar o porquê dessa escolha?
~svitak: Penso que destacaria o SelfPortrait,

, pois tive uma DD com ele, cliché I know. Mas na verdade é o maior reconhecimento aqui na dA, e é a única DD que tenho. Para saberem mais sobre o trabalho, é só clicarem na thumb!
#TugaMagazine: Nos últimos tempos, diversos sites similares ao dA foram surgindo. Tens algum motivo em especial que te faça escolher o dA face a outros para ser a "montra" do teu trabalho? E já agora, como tomaste conhecimento do dA?
~svitak: A Deviantart foi a minha primeira “montra” online que tive. Conheci através de uma amiga, a

, da qual tenho um retrato na minha galeria, aqui,
[link]Ela mostrou-me a galeria dela, e penso que uns dias depois, criei a minha e comecei a colocar os meus trabalhos e a levar com os comentários dos deviants que por lá passavam.
Depois criei mais três contas, embora estejam quase todas um pouco descuidadas,

Cada uma seria para um tipo diferente de arte como se fossem personalidades diferentes.
Se quiserem cuscar são estas,

.

#TugaMagazine: Sendo o dA uma comunidade em constante crescimento e que abrange diversas áreas artísticas, estás envolvido em algum projecto similar à #TugaMagazine ou até mesmo relacionada com alguma(s) comunidade(s)?
~svitak: Faço parte de alguns groups, mas na maioria participo com partilha de imagens.
#TugaMagazine: O dA cada vez mais tem uma maior componente de rede social, fomentando a interacção entre membros, tendo eventos organizados pelas comunidades, criando chats, devmeets, etc. Consideras-te activo nessa parte "social" do dA? Achas que esse convívio é importante?
~svitak: Sim! Conheci muita gente através da dA, em especial, ilustradores, que tive oportunidade de conhecer pessoalmente em outros eventos, como festivais de bd, exposições, etc. Também conheci a ti ( `
Helewidis ) através da dA. Embora pessoalmente tenha sido muito depois.
Penso que até agora fui apenas a alguns um devmeets aqui em Coimbra, e participei na exposição colectiva com o group de Coimbra, no DolceVita.
Chats, quase nada, a não ser no irc, há muito tempo atrás! Desde que trabalho como freelancer, resta-me pouco tempo para estar mais activo, principalmente em colocar trabalhos novos aqui nas galerias, mas vou comentando, dando favorites, e vou vendo os trabalhos que vão sendo produzidos por aqui.
#TugaMagazine: Com certeza terás alguns sites que visites regularmente e que te servem de inspiração. Que sites recomendas aos nossos leitores?
~svitak: Sim! Tenho alguns que visito regularmente:
www.deviantart.com/
www.flickr.com/
www.drawn.ca/
www.linesandcolors.com/
www.illustrationmundo.com
No meu blog,
[link] tenho muitos links, que podem ver na barra do lado esquerdo e explorar.
#TugaMagazine: Já que estamos a falar de influências, certamente terás algum artista que seja uma referência para ti (para além do Dave McKean, vá). Podemos saber quem é? E tem portfolio aqui no dA?
~svitak: Ahaha, sim há mais pessoas além do Mckean!

Ficava aqui horas a falar sobre influências, mas com certeza posso destacar alguns. Posso referir o James Jean, cujo trabalho descobri no meu quarto ano de faculdade, acho eu, e que teve um grande impacto no que fazia. John Howe, descobri o work dele com o Senhor dos Anéis (os dvds d extras), é um super master, e que durante o Abade João foi uma influência bastante forte. Craig Thompson, Fábio Moon e Gabriel Bá, Cyril Pedrosa, João Fazenda, pelo traço e histórias na bd,e o Carlos Alberto Santos, cujos livros li enquanto crescia e que tem uma grande influência sobre o meu trabalho.
Nenhum tem portfolio aqui na dA, mas posso referir a

e o
#TugaMagazine: Para terminar, queres sugerir algum artista nacional com presença no dA que aches que daria um excelente entrevistado nesta nossa rubrica da #TugaMagazine?
~svitak: Sim, quero sugerir o Jorge Coelho,

e o Ricardo Venâncio,

, cujo trabalho conheci através da deviantart, depois tive o prazer de os conhecer ao vivo e a cores no festival de bd de Beja, e são uns fixes! Certamente terão muitas coisas interessantes a dizer.
#TugaMagazine: Espera! Ainda não acabou! Antes de te deixarmos ir embora há mais uma coisa. Numa entrevista para a RUC (Rádio Universidade de Coimbra) disseste que nada é impossível de desenhar. Gostaríamos de te propor aqui um desafio. Podes desenhar (o tempo está apertado, pode ser um rascunho) o retrato de Deus?
~svitak: Oh isso merecia mais algum tempo...e tou super busy. Gostava de ter mais tempo para desenhar esse tema. Não é nada fácil, mas aqui vai:

#TugaMagazine: Muito obrigada pela tua disponibilidade e boa disposição, André! 
Edição N.º 23by #TugaMagazine